O parto do dia e da noite

•outubro 8, 2008 • 1 Comentário

Óleo sobre tela, 00 x 00 cm

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Às flores

A penumbra da noite agonizante
como o vulto que encobre o rosto triste
pelo medo da morte, em vão, insiste
em pesar sobre o mar o último instante
mas se deixa vencer, não obstante
espalhar ao redor melancolia
e sangrar, como sempre acontecia
gotas mornas em tons alaranjados
salpicando-as em nós que ali, cansados
contemplamos, sem voz, a dor do dia.

Dor de mãe, dor de parto, de alegria
de se ver renascer o que era morto
não se sabe se é ruim ou reconforto
dar a vida ao que já não mais sofria
mas se a vida é bem quista, todavia
seja dura, penosa, amarga, louca
e estremece até mesmo a voz mais rouca
pelo instinto animal de permanência
é porque, contrariando a consciência
quer-se ter alegria, embora pouca.

Não importa se é simples ou barroca
desde que seja imensa, exagerada
mas se for rara, parca, quase nada
já não se há de dizer que a vida é oca..
mil palavras me vêm, agora, à boca
mas somente o silêncio tem razão
pois não traz, em essência, imperfeição
e nos faz perceber como é bastante
ver o parto do dia exuberante
para as flores.. não queira explicação.

Clarrissa Yemisi, Setembro/2007

Oceano

•setembro 7, 2008 • 1 Comentário

Óleo sobre tela, 120 x 70 cm

Margarida

•setembro 2, 2008 • 3 Comentários

Acrílica sobre tela, 120 x 70 cm

Flores de Junho

•setembro 2, 2008 • Deixe um comentário

óleo sobre tela, 120 x 70 cm